Amazônia de Pé

“Amazônia de Pé” defende que a preservação desse bioma está em nossas mãos

Projeto de Lei de iniciativa popular destina as florestas públicas da Amazônia para proteção dos povos indígenas, quilombolas, pequenos produtores extrativistas e Unidades de Conservação

A devastação da Amazônia tem batido recordes nos últimos anos: segundo a mais recente edição do Relatório Anual de Desmatamento no Brasil (RAD), do MapBiomas, foram mais de 977 mil hectares de vegetação nativa da Amazônia destruídos em 2021- um crescimento de quase 15% em relação aos 851 mil hectares desmatados em 2020 que, por sua vez, já haviam representado um aumento de 10% em relação aos 771 mil hectares de desmate em 2019. A boa notícia é que na contramão desse ritmo destrutivo tem um movimento popular disposto a garantir às nossas florestas a proteção que elas merecem, priorizando a conservação ambiental e a justiça social. 

Recebemos no quadro “Papo Reto” a bióloga e ambientalista maranhense, Karina Penha, atualmente Coordenadora de Mobilização da campanha Amazônia de Pé, Projeto de Lei o qual a Alianima apoia e é signatária, que destina os quase 50 milhões de hectares aos verdadeiros Guardiões da Floresta. Assista e participe: 

Para mostrar ao Congresso Nacional que proteger a Amazônia é uma prioridade dos brasileiros, é necessário que 1 milhão e meio de pessoas se comprometam com o futuro da floresta e assinem o Projeto! Acesse amazoniadepe.org.br e seja co-autor desse importante movimento. 

-> Karina Penha é bióloga e ativista socioambiental maranhense. Atualmente é Coordenadora de Mobilização da campanha Amazônia de Pé na Organização NOSSAS, onde idealizou o MUVUCA – Programa de Ativismo Climático para Juventudes Amazônicas. 

->  Sobre o quadro “Papo Reto – Ecoando Diálogos sobre temas urgentes”: a cada mês, convidamos um especialista para destrinchar determinados conceitos dentro de pautas alimentares, animais e socioambientais, por meio de reflexões transversais e fáceis de entender. Veja todos os episódios aqui. 

ecofeminismos

Ecofeminismos: você já ouviu falar?

Convidamos a Professora Dra. Maria Alice da Silva para mandar um papo reto sobre essa corrente ética e filosófica que carrega 2 importantes conceitos: o eco e o feminismo. 

Você já parou para pensar como a dominação e objetificação do meio ambiente, dos animais não-humanos e do gênero feminino estão relacionadas? Todas essas diferentes formas de exploração estão interconectadas porque partem de uma lógica de dominação exercida por uma parcela de poder que ocupa o topo das relações hierárquicas construídas socialmente: a dos humanos, do gênero masculino, especialmente os brancos heteronormativos. O que os ecofeminismos propõem é uma crítica interseccional a essa dominação feita à natureza, tal como é feita com o gênero feminino e a outros sistemas de opressões, e propõe formas de agirmos eticamente em combate a elas. 

Para explicar mais sobre os ecofeminismos, veja o Papo Reto que a Maria Alice da Silva mandou:  

->  Maria Alice da Silva é professora e doutora em ética e filosofia política pelo PPGFil da UFSC e graduada em filosofia. É autora do livro “Direitos animais, fundamentos éticos, jurídicos e políticos” publicado em 2020 pela ape’ku e organizou a obra “Animalidades” (2021). Foi professora no departamento de filosofia da UFSC e hoje é professora autônoma por meio da plataforma de ensino “Aulas da Maria Alice”. Além disso, é sócia-fundadora do espaço sócio-esportivo Aldeia da Conceição onde pratica sua filosofia. 


->  Sobre o quadro“Papo Reto – Ecoando Diálogos sobre temas urgentes”: a cada mês, convidamos um especialista para destrinchar determinados conceitos dentro de pautas alimentares, animais e socioambientais, por meio de reflexões transversais e fáceis de entender. Veja todos os episódios aqui. 

superbactérias

O que são as superbactérias?

Auditora Fiscal do Ministério da Agricultura (MAPA), Lizie Buss, conta no quadro “Papo Reto” o que são as superbactérias e sobre os perigos da resistência antimicrobiana, esse problema microscópico mas de proporções globais. 

Há diversos tipos de doenças infecciosas no mundo que são tratadas com antimicrobianos, principalmente as de origem bacteriana. As bactérias são microrganismos que possuem diversos mecanismos de adaptação para sobreviver, como por exemplo, uma mutação genética que as tornam resistentes aos antimicrobianos, em outras palavras, não são mais eliminadas por esses medicamentos, tornando-se superbactérias”. O uso equivocado desses fármacos, tanto na saúde humana, mas principalmente na criação de animais na pecuária, tem acelerado esse fenômeno, e só em 2019, cerca de 1,2 milhão de pessoas morreram por doenças causadas por superbactérias. 

Para explicar mais sobre as superbactérias convidamos a Médica Veterinária e Auditora Fiscal do Ministério da Agricultura (MAPA), Lizie Buss. Veja só o Papo Reto que ela mandou:  

Quer saber mais sobre esse assunto?

Baixe a cartilha gratuita disponível em www.alianima.org/superbacterias 

-> Lizie Buss é médica veterinária e Auditora Fiscal do Ministério da Agricultura (MAPA), tendo atuado com inspeção e saúde pública em estabelecimentos de abate exportadores; no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal com análises de demandas industriais, missões internacionais, certificações, normatização e bem-estar animal. Assumiu a CTBEA – Comissão Técnica Permanente de Bem-estar Animal do Ministério da Agricultura em 2013 até sua reformulação em 2017. Foi ponto focal da OIE para bem-estar animal no Brasil no ano de 2015/2016, membro da Comissão de Bem-estar Animal do CFMV e hoje atuo na Coordenação de Boas Práticas e Bem-estar Animal (CBPA/SDI/MAPA)

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nutricídio

Nutricídio é o genocídio da população negra via alimentação e deve ser combatido

Dra. Aza Njeri aborda no quadro “Papo Reto” o conceito de Nutricídio e seus recortes dentro do contexto brasileiro atual 

O termo “Nutricídio”, elaborado e cunhado pelo médico americano Llaila Afrika, trouxe diversas contribuições relevantes para pensarmos sobre a alimentação da população negra de todo o mundo. No Brasil de 2022, que volta a enfrentar a fome diante de um cenário de inflação de alimentos que pressiona os mais pobres a comerem menos e pior, o genocídio via alimentação de uma parte da população é uma triste realidade. 

Para explicar e refletir sobre o conceito de Nutricídio, convidamos a Professora e Doutora Aza Njeri. Veja só o Papo Reto que ela mandou:  

->  Aza Njeri é Doutora em Literaturas Africanas, pós-doutora em Filosofia Africana, pesquisadora de África e Afrodiáspora no que tange cultura, história, literatura, filosofia, teatro, artes e mulherismo africana. Coordena o Núcleo de Estudos Geracionais sobre Raça, Arte, Religião e História do Laboratório de História das Experiências Religiosas (UFRJ) e o Núcleo de Filosofia Política Africana do Laboratório Geru Maa (UFRJ). É Professora nos cursos de graduação e pós-graduação de Engenharia e Psicologia na Universidade Geraldo Di Biasi. Desenvolve trabalho de interface e crítica teatral e literária, com artigos críticos publicados em sua coluna semanal no site Rio Encena e na coluna quinzenal no Blog.G, além de integrar o premiado Segunda Black, o Grupo Emú e o Fórum de Performance Negra do Rio de Janeiro. ​Possui um Canal no Youtube para a divulgação e conhecimento afroperspectivados sobre África e Afrodiáspora.

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zoonoses

Zoonoses podem gerar impactos desastrosos na Saúde Única global

Dra. Cynthia Schuck aborda no quadro “Papo Reto” a relação entre a pecuária intensiva, bem-estar animal, riscos de zoonoses, resistência antimicrobiana, entres outros temas 

Mesmo que você não saiba o que são as zoonoses, você já ouviu falar ou foi impactada por elas: raiva, ebola, tuberculose, botulismo, esporotricose, febre amarela, leishmaniose e algumas gripes… a lista de doenças infecciosas naturalmente transmissíveis entre animais humanos e não-humanos é extensa! Mas você sabe quais são os motivos que possibilitam os riscos de zoonoses e seus perigos para a Saúde Única

Para estimular o diálogo acerca deste tema tão importante, convidamos a Dra. Cynthia Schuck para mandar um “Papo Reto” para vocês! Assista: 

-> Cynthia tem doutorado em Zoologia pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e conduziu vários projetos de pesquisa para instituições de pesquisa na Europa, Estados Unidos e América do Sul sobre epidemiologia de doenças respiratórias e pandemias, cognição animal, e, mais recentemente, saúde e bem-estar dos animais de produção. Durante 15 anos foi diretora-fundadora de uma empresa de consultoria internacional na área de saúde global. Atualmente, é diretora do Welfare Footprint Project, uma iniciativa voltada ao cálculo da pegada de bem-estar de produtos de origem animal. Ela é autora de três livros, vários capítulos de livros e mais de 70 artigos científicos em revistas internacionais.  

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agronegócio não é sinônimo de segurança alimentar

3 razões pelas quais o agronegócio não é sinônimo de segurança alimentar

Participante de 26% do PIB do país, o agronegócio não é garantia de comida suficiente e de qualidade no prato da população brasileira, que volta a enfrentar a fome.

Imagine viver em um país em que, ao mesmo tempo que segue batendo recordes com o agronegócio, registra 55% da sua população enfrentando algum nível de insegurança alimentar. Imaginou? Infelizmente, essa não é uma projeção distópica, e sim um paradoxo da realidade brasileira. O aumento da fome, já verificada antes mesmo da pandemia de Covid-19, teve seu derradeiro empurrão ladeira abaixo com a maior crise sanitária mundial da nossa época, mas nesse mesmo cenário devastador, o Brasil foi o terceiro maior produtor de alimentos do mundo, e o agronegócio foi o único setor que cresceu no período. Por que, então, o setor autoproclamado “riqueza do Brasil” não é sinônimo de segurança alimentar para os seus cidadãos

(Foto: Elineudo Meira/Fotos Públicas)

Antes de explorarmos as três razões pelas quais o Agronegócio não é sinônimo de comida no prato, é importante definir o que significa segurança alimentar. De acordo com a  Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan), a segurança alimentar é definida como “a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis”. Quando esses ideais são comprometidos, surge a insegurança alimentar, que pode ser classificada como leve, moderada ou grave. Se estiver no nível grave, a pessoa está experienciando a fome.

Apesar do agronegócio não ser isoladamente responsável pelo aumento da insegurança alimentar, ele poderia facilitar o acesso de alimentos em todo o mundo. Além disso, manobras políticas que almejam a sua lucratividade deixam de fora questões relativas à soberania alimentar e a erradicação da fome. Veja então, três razões pelas quais o Agronegócio no Brasil não é sinônimo de comida no prato de todos os brasileiros: 

  1. COMMODITY NÃO É SINÔNIMO DE COMIDA NO PRATO

Uma estimativa da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) aponta que o mundo produz hoje mais de 2,74 bilhões de toneladas de grãos, e essa quantidade seria o suficiente para alimentar a população mundial. Porém, o agronegócio é um modelo que não tem a perspectiva principal de alimentar pessoas, e sim de produzir mercadorias para exportação de algumas culturas, as famigeradas commodities, que são matérias-primas básicas produzidas em larga escala, negociadas mundialmente e com grande valor comercial e econômico. Essas mercadorias servem de base para a fabricação de outros produtos com maior valor agregado. 

Por exemplo, o Brasil é o maior produtor e exportador de soja, respondendo pela produção da metade da oleaginosa consumida globalmente. A safra nacional de soja em 2020/2021 foi estimada em 135 milhões de toneladas e bateu recordes de exportação em 2021, com 83 milhões de toneladas enviadas a outros países.

Pixabay

Nesse contexto, engana-se quem pensa que esse montante vai alimentar outras populações: conforme dados levantados pela AgroStat, das 135 milhões de toneladas de soja produzida pelo país, 12% foi exportada já processada como farinha e óleo, e os 55% dos grãos in natura produzidos e enviados para exportação também serão processados e utilizados para atender principalmente a demanda agropecuária – na engorda dos animais explorados na indústria alimentícia. Ou seja, apenas uma pequena parcela da soja in natura produzida nos 36 milhões de hectares de território brasileiro é destinada ao consumo direto das famílias brasileiras. 

Quando a soja chega na nossa mesa, geralmente está associada a alimentos processados e ultraprocessados, o que não contribui significativamente com a qualidade de nutrientes para um estado de segurança alimentar. Além disso, a soja e o milho são duas das culturas que mais utilizam agrotóxicos no Brasil, justamente para atender essa alta demanda da agropecuária, e estão intrinsecamente associadas a altos níveis de desmatamento. 

  1. INFLAÇÃO E ESTAGNAÇÃO DE PRODUÇÃO DE ALIMENTOS NÃO É SINÔNIMO DE COMIDA NO PRATO

Nesse contexto de maior lucratividade com a exportação de commodities, a produção de alimentos para o mercado interno é menos vantajosa. A produção nacional de arroz, por exemplo, tem permanecido estancada frente à elevação dos custos da indústria de alimentos durante a pandemia, à alta dólar e às baixas nas safras em decorrência de fatores climáticos, como as secas e geadas. Todos esses fatores justificam o aumento dos valores dos alimentos da cesta básica, o que deixa o acesso dos consumidores mais vulneráveis cada vez mais escasso. 

Foto: Alex Capuano/CUT/Divulgação

Além disso, a produção de carne utiliza uma parcela muito grande de território – com o pasto e as monoculturas – que poderia ser ocupado pela produção de alimentos diversificados. O Brasil é o maior exportador de carne bovina no mundo, e mesmo assim, 67% dos brasileiros cortaram o consumo de carne vermelha por conta da inflação, do desemprego e do empobrecimento. 

  1. DESMONTE DA AGRICULTURA FAMILIAR NÃO É SINÔNIMO DE COMIDA NO PRATO

Você sabia que o presidente Jair Bolsonaro vetou quase integralmente o Projeto de Lei (PL) 735/20? O projeto dispunha de importantes medidas emergenciais aos agricultores familiares do Brasil para mitigar os impactos socioeconômicos da Covid-19. Em uma canetada, o presidente vetou desde o auxílio emergencial a esses trabalhadores até a renegociação e adiamento de dívidas e linhas de crédito emergenciais.

Se por um lado  o presidente desvaloriza e desmonta políticas e programas de promoção da produção da agricultura familiar, por outro concede benefícios ao agronegócio, facilitando o acesso a créditos e financiando dívidas de grandes produtores rurais.

Foto: Agência Brasil

Esse enfraquecimento da agricultura familiar não é nada bom para a segurança alimentar, afinal a agricultura familiar ainda é responsável por garantir boa parte da alimentação da população brasileira. Dados da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) apontam que a agricultura familiar é responsável por 70% do que se consome no país, e diferentemente do que acontece no contexto do agronegócio, que prioriza a produção de commodities, na agricultura familiar o que predomina é a policultura, possibilitando pavimentar o caminho para a erradicação da fome (se com o apoio de políticas públicas).,

A insegurança alimentar é um grande desafio para o Brasil. Enquanto práticas que contribuam para a produção de diversidade de alimentos e a soberania alimentar não sejam aplicadas e asseguradas, teremos o aumento da fome. O agronegócio, pela sua potência inquestionável, deveria cumprir a máxima que diz “o agro brasileiro alimenta o mundo”, considerando a qualidade e o acesso aos alimentos, respeitando a democratização do uso de terras para outras produções, como as da agricultura familiar, e exigindo sempre uma distribuição justa de recursos. O agro só poderá ser considerado “pop” se for realmente pensado para a população. 

E aí, o que você acha? Deixe seu comentário e vamos ampliar este diálogo. 

antropocentrismo

O que é Antropocentrismo (e por que devemos minimizá-lo)

Pensamento filosófico que considera os humanos superiores à natureza e a outros seres é prejudicial e merece ser ativamente confrontado nos próximos anos.

Se você nunca ouviu falar desse conceito, é melhor se atualizar, porque estamos arraigados a ele até o último fio de cabelo. Cabelo este que foi lavado com xampu embalado em plástico não reciclável, testado em animais, e repleto de microplásticos em sua composição que descem pelos ralos e poluem rios e oceanos, o que afeta ecossistemas inteiros e, em última instância, a vida na Terra. Achou complexo? É que além de um conceito, o antropocentrismo também é o modus operandi da humanidade há séculos – mas já passou da hora de refletirmos sobre um novo modelo de coexistência, não acha?

antropocentrismo
“A Criação de Adão” de Michelangelo

O antropocentrismo é uma concepção que coloca os humanos como centrais e únicos detentores de posição moral, sendo-lhes, por isso, tratados sempre como prioridade. Isso sustenta que a vida humana tem valor intrínseco (valor em si mesma), enquanto outras entidades (incluindo animais não-humanos, plantas e afins) são percebidas como recursos instrumentais que podem ser justificadamente explorados para o benefício da humanidade.

Esse modo de ver e viver a vida tem levado a exploração dos recursos naturais e de outros indivíduos além do limite máximo da capacidade da Terra, desconsiderando o valor e os interesses de tudo que não é o humano. E o humano, como sabemos, consome muito com muita desigualdade social, produz além do necessário e descarta rapidamente (e incorretamente) tudo que não atende mais a seus interesses e necessidades. Não à toa temos vivido tantas catástrofes globais, mudanças climáticas e epidemias – na era do Antropoceno, as atividades humanas irresponsáveis atiram para todos os lados, inclusive para o nosso próprio pé. 

Além disso, essa visão de mundo tóxica leva os humanos a traçar distinções entre as espécies animais, o que chamamos de especismo. Por exemplo, a maioria dos humanos não gostaria de ver seus cães serem tratados da maneira como os porcos são tratados na indústria alimentícia, embora os suínos sejam capazes de sentir a mesma dor e sofrimento que os caninos. Essa visão não parece, no mínimo, contestável?

antropocentrismo
Reprodução DOPE MAganiz /Arte de Want Some Studio

Fica aqui a reflexão: será o antropocentrismo uma atitude que devemos alimentar em 2022?

Nós da Alianima acreditamos veementemente que não e, por isso, seguimos atuando na contramão desse modo de estar no mundo. Resistimos para coexistir! Vamos juntos nessa?

Além disso, essa visão de mundo tóxica leva os humanos a traçar distinções entre as espécies animais, o que chamamos de especismo. Por exemplo, a maioria dos humanos não gostaria de ver seus cães serem tratados da maneira como os porcos são tratados na indústria alimentícia, embora os suínos sejam capazes de sentir a mesma dor e sofrimento que os caninos. Essa visão não parece, no mínimo, contestável?

Fica aqui a reflexão: será o antropocentrismo uma atitude que devemos alimentar em 2022?

Nós da Alianima acreditamos veementemente que não e, por isso, seguimos atuando na contramão desse modo de estar no mundo. Resistimos para coexistir! Vamos juntos nessa?

dieta à base de vegetais 2022

Ano novo, hábitos novos: veja 5 dicas de como adotar uma alimentação à base de vegetais em 2022

A chegada de um novo ano é sempre uma oportunidade de mudança, de repensar hábitos antigos e de plantar sementes de boas intenções para um novo ciclo. 

dieta à base de vegetais 2022

Com a pandemia, percebemos que estamos todos interconectados e que as nossas escolhas diárias exercem grande influência sobre o outro e o meio ambiente. 

Então, que tal aproveitar esse momento de reflexão para adotar hábitos alimentares mais saudáveis e responsáveis?

Dar preferência a diferentes tipos de alimentos de origem vegetal e limitar o consumo de alimentos de origem animal contribui indiretamente para um sistema alimentar socialmente mais justo e menos estressante para o ambiente físico, para os animais e para a biodiversidade em geral.

Sabemos que deixar de consumir ou reduzir o consumo de alimentos de origem animal pode ser um desafio. Por isso, te convidamos a olhar para suas escolhas alimentares sob uma nova perspectiva e esperamos que estas dicas te inspirem no processo:

  1. Amplie o seu leque de opções antes de fazer restrições

Uma boa dica antes de restringir grupos alimentares da dieta é incluir mais opções de vegetais, frutas e leguminosas no seu dia a dia, alimentos que devem ser a base da sua alimentação. Planeje suas compras e busque frequentar feiras e locais que comercializam variedades de alimentos in natura ou minimamente processados, dando preferência aos alimentos da estação e cultivados localmente.

Reduza o consumo de carnes e derivados aos poucos e lembre-se de que não há regras, vá no seu tempo e dentro das suas possibilidades. Você pode optar por retirar primeiro de uma refeição ou de algum dia da semana ou da forma que você se sentir mais confiante.

  1. Informe-se!

Informação é poder e a internet pode ser uma ótima ferramenta para agregar conhecimentos sobre o tema. Uma alimentação à base de vegetais bem planejada e, se necessário, suplementada, é reconhecida mundialmente por órgãos internacionais de saúde como sendo saudável, nutricionalmente adequada e promotora de benefícios à saúde. Além disso, é uma forma efetiva de gerar menos impacto sobre o meio ambiente e de preservar os nossos recursos naturais, enquanto prevenimos o desenvolvimento das principais doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Se desejar se aprofundar sobre os benefícios dessa alimentação, busque por livros, documentários, especialistas sobre o assunto e se inspire em quem está percorrendo o mesmo caminho que você.

Outra dica útil é pesquisar locais que servem boas opções de pratos à base de plantas e de marcas de produtos isentos de componentes de origem animal.

dieta à base de vegetais 2022
  1. Busque orientação de um profissional da saúde

O acompanhamento feito por um profissional da saúde capacitado, e que respeite a sua escolha, irá te ajudar a ajustar o plano alimentar de acordo com as suas necessidades e a sanar as dúvidas que surgirem ao longo do processo. É sempre bom estar com os exames em dia para avaliar a necessidade de adequação nutricional ou suplementação alimentar. É altamente recomendável que esse acompanhamento seja feito independentemente das escolhas alimentares, mas já que estamos falando em novos hábitos, é válido ressaltar esse ponto. Muitas pessoas que “comem de tudo” tendem a pensar que estão tendo uma alimentação balanceada, o que pode ser um tremendo equívoco!

  1. Descubra novos sabores e seja criativo na cozinha

Busque por receitas que te inspirem e se permita testar novas combinações na cozinha. O mundo vegetal é um infinito de possibilidades e você vai descobrir deliciosos e diferentes sabores! É possível adaptar seus pratos favoritos sem ingredientes de origem animal e resgatar a memória afetiva de receitas de família apenas fazendo algumas substituições. Aprender a ler rótulos também é importante para se assegurar do que você está consumindo.

  1. Seja pragmático e pegue leve com você mesmo

Para além de qualquer rótulo, cabe lembrar que as nossas escolhas são construídas diariamente. Buscamos não a perfeição, mas sim excluir, na medida do possível e do praticável, formas de exploração e crueldade contra os animais não apenas na alimentação, mas também no vestuário, em cosméticos, no entretenimento e em outras esferas de consumo. Explore alternativas mais éticas em outras áreas da sua vida e faça o que estiver ao seu alcance hoje.

Tomar atitudes que nos possibilitam viver de acordo com os nossos valores é uma baita resolução de ano novo, hein? Seja pelos animais, pelo meio ambiente ou pela sua saúde, o importante é identificar o que te motiva a fazer essa mudança e seguir em frente! 

Você está pronto para dar o primeiro passo? Baixe aqui nosso e-book gratuito com receitas à base de vegetais e comece a se inspirar!

Feliz novos hábitos!

CEIA SEM SOFRIMENTO (1)

E-book ‘Ceia sem Sofrimento’ traz Menu 100% Vegetal

Projeto ‘Ceia sem Sofrimento’ da Alianima assinado pela chef Samanta Luz propõe festas mais éticas e acessíveis  – e isso passa por pensar no que comemos.

Com a aproximação das festividades de fim de ano, é inevitável não pensar nos comes e bebes, não é mesmo? As ceias de Natal e Ano Novo são geralmente organizadas com antecedência, afinal, ninguém quer deixar de comemorar em grande estilo (e muito sabor!) com seus amigos e familiares. 

Pensando nessas ocasiões, a Alianima lançou o projeto ‘Ceia sem Sofrimento – Por festividades mais éticas e acessíveis!’, com uma proposta de cardápio sem nenhum produto de origem animal, e financeiramente acessível, com ingredientes familiares à rotina da população brasileira. O projeto é composto por um e-book gratuito com menu completo e o passo a passo das receitas em vídeos.

O objetivo do projeto é mostrar que é possível festejar com sabor, ingredientes de qualidade, preços acessíveis e compaixão aos animais. “Acreditamos que o espírito de renovação do final do ano é um prato cheio para levar a ideia de um consumo responsável com os animais e com o meio ambiente à mesa de mais pessoas, sem deixar de lado o sabor que se espera experimentar nessas ocasiões festivas”, afirmou a diretora de comunicação da Alianima, Sylvia Rodrigues. 

O material é assinado pela chef de cozinha vegana Samanta Luz, que tem formação em gastronomia, agroecologia e macrobiótica, e é, também, influencer digital, com um perfil no Instagram onde publica várias dicas sobre veganismo e alimentação consciente, além de ser multiplicadora do estilo de vida sustentável.   

Baixe agora o e-book na íntegra e BOAS FESTAS! 

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ALIANIMA LANÇA CAMPANHA “O FUTURO É LIVRE DE GAIOLAS”

Campanha “O Futuro é Livre de Gaiolas” em prol dos animais explorados na indústria alimentícia pretende buscar mais aliados para a causa 

Ninguém, absolutamente ninguém, deseja viver uma vida de confinamento, privações e sofrimento, não é mesmo? E não faltam provas científicas que comprovam que os animais explorados na indústria alimentícia também não desejam passar por tamanha desventura, e que sofrem quando maltratados e abatidos. Acontece que esses animais não conseguem se defender, e precisam da nossa ajuda para saírem das gaiolas, redes e celas em que foram confinados. 

Porcos, galinhas, frangos, peixes e bois e vacas são animais que, em sua maioria, nascem e morrem em sistemas de produção. Visando a lucratividade, esses animais são muitas vezes submetidos pelos produtores a práticas que não consideram seu bem-estar, como confinamentos cruéis e que condenam suas vidas ao sofrimento e privação constantes. Entretanto, esses animais de fazenda são dificilmente beneficiados por doações dentro da causa animal, onde os animais de companhia, como cães e gatos, são os mais beneficiados. Além disso, a atividade pecuária está intimamente ligada à degradação do meio ambiente, ao aquecimento global e ao aparecimento de epidemias e até pandemias. 

Foi por essas razões e incentivados pelo Dia de Doar 2021 que a Alianima lançou o seu primeiro financiamento coletivo: “O Futuro É Livre de Gaiolas”. O objetivo financeiro da campanha é cobrir todos os gastos audiovisuais da Alianima no próximo ano – recurso cada vez mais indispensável para dar visibilidade aos animais. Além disso, queremos que cada vez mais pessoas conheçam nossa causa e espalhem a mensagem da campanha por aí. As pessoas que doarem recebem recompensas maravilhosas com a arte exclusiva da ilustradora Bruna Martins

Para que o nosso trabalho continue existindo, é imprescindível a doação de pessoas que queiram fortalecer ativamente a causa dos animais explorados na indústria alimentícia. Doar para essa causa é uma afirmativa para galgarmos uma visão antiespecista e não-antropocêntrica na política dos direitos dos animais, e aí sim garantir um #FuturoLivreDeGaiolas para todas, todos e todes!

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