Caça e tráfico

Seu lugar é no habitat natural.

A vida de inúmeras espécies de animais não domesticados, sejam os silvestres (nativos) ou exóticos, está severamente ameaçada pela ação humana. A caça, a comercialização e o tráfico de animais, provocam intenso sofrimento, desequilíbrios, e devem ser combatidos.

caça

A caça de animais silvestres é proibida no Brasil desde 1967 –
exceto para fins científicos e de subsistência, pela Lei Federal de Proteção à Fauna (n
o. 5.197).

Por que ser contra a caça?

1.

Gera dor e sofrimento, principalmente quando o animal não morre imediatamente.

2.

Há forte conexão entre caça e tráfico de silvestres, visto que as mães podem ser abatidas ao tentarem proteger seus filhotes, que são encaminhados ao comércio ilegal.

3.

Cães são comumente utilizados para auxílio, expondo-os aos perigos inerentes à caça.

4.

Facilita a posse e porte de armas, o que pode aumentar a incidência de acidentes e mortes humanas.

5.

Fiscalização ausente ou ineficiente dá margem à caça de outras espécies.

A ideia de controle populacional e preocupação com o meio ambiente e a economia do país são apenas pretextos para mascarar o propósito de entretenimento de caçadores.

Não apoie essa prática!

Comércio Legal

Não apenas o tráfico é uma atividade problemática para os animais silvestres/exóticos.
A comercialização legalizada deve ser combatida. Saiba os motivos:

1.

A criação em cativeiro de espécies não domesticadas desrespeita as necessidades desses animais, uma vez que restringe o seu espaço físico e impede a manifestação de seu repertório comportamental natural, inclusive o social com outros indivíduos da mesma espécie e de outras.

2.

Incentiva as pessoas a adquirirem essas espécies como pets, que continuam buscando fontes ilegais por serem mais baratas, ou seja, não reduz o tráfico, pelo contrário.

3.

Muitos criadores autorizados capturam animais na natureza e fraudam a identificação com muita facilidade.

4.

Manter essas espécies em cativeiro não contribui para preservação da espécie, pois estão fora de seus ecossistemas naturais, não desempenhando papel ecológico nem se reproduzindo para gerar uma riqueza genética.  

Tráfico de animais

3º maior tráfico do mundo

38 milhões de espécimes retiradas ao ano no Brasil*

Movimenta de 10 a 20 bilhões de dólares por ano*

Fonte: Relatório Nacional sobre o tráfico de fauna silvestre – RENCTAS

Entenda os tipos e as finalidades do tráfico de animais:

Animais para colecionadores particulares

quanto mais raro e mais ameaçado de extinção, maior é o valor da  espécie no mercado.  

Animais para fins científicos (biopirataria)

Os animais são utilizados para fornecimento de química base para pesquisa e produção de medicamentos.

TOUCAN

Animais para venda em pet shop

Os preços oscilam de acordo com a demanda: os pet shops são, talvez, um dos grandes incentivadores do tráfico de animais silvestres no Brasil, através do comércio dito legalizado.

Animais para confecção de subprodutos

Penas, couro, pele, presas e chifres são comercializados ilegalmente para atender diversos mercados, desde o turístico até mesmo o mercado da moda.  

Quais as consequências do tráfico de animais?

Extinção de espécies

Muitos animais morrem no processo desde a captura, transporte e chegada ao destino de venda, pois são extremamente precárias as condições enfrentadas, passando muitas vezes por maus-tratos, ferimentos e intenso estresse físico e emocional.

Riscos
sanitários

A introdução de espécies exóticas através do tráfico internacional, além de colocar em risco animais nativos, também pode viabilizar a transmissão de zoonoses.

Desequilíbrio ecológico

Em uma análise ecológica, uma espécie influencia e gera impactos dentro de um ecossistema específico. Ao romper com essa dinâmica, a função que determinada espécie desempenha é comprometida e contribui para o desequilíbrio ecológico.

Apesar da Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998) proteger a fauna silvestre, no atual panorama político brasileiro, o cumprimento e fiscalização são deficientes, já que o próprio governo vigente estabelece políticas de arrefecimento para a fiscalização e combate do tráfico, através do sucateamento de órgãos responsáveis por preservar a nossa biodiversidade e meio ambiente. 

Possui uma denúncia?

O IBAMA é o órgão do Governo Federal responsável pela execução e fiscalização ambiental no Brasil. Se você suspeita ou presencia atividades ou práticas de tráfico ilegal de silvestres ou exóticos, denuncie através da Linha Verde do IBAMA.

Esclareça a ocorrência em detalhes, como: nome da rua, número, município, estado e caso seja do seu conhecimento, o nome do apelido ou responsável.

IBAMA - LINHA VERDE 0800 618080

Saiba mais sobre

Turismo
Responsável

Não financie exploração animal turística


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