Por que comer salmão pode não ser uma boa ideia?

Vice-presidente de uma das maiores organizações de proteção dos ecossistemas marinhos do mundo mandou a real sobre os impactos negativos da criação de salmões no Chile 

No último mês de setembro a Alianima se dedicou a combater as piores fake news sobre a produção e o consumo do peixe mais importado no Brasil, o salmão. Elencamos os assuntos mais urgentes que rondam esse peixe que carrega questões relacionadas à saúde e à falta de conhecimento, além de problemas ambientais e de bem-estar animal. 

Uma das maiores inverdades acerca desse peixe é afirmar que ele pode ser consumido “fresco” no Brasil. Isso é impossível porque não existem salmões em águas brasileiras e a maioria do que consumimos por aqui são proveniente de fazendas de produção do Chile que se desenvolveram a partir da introdução dessa espécie no país hermano. 

Para enriquecer ainda mais este assunto, convidamos a Médica Veterinária e a Vice-presidente da Oceana Chile, Liesbeth van der Meer, para falar sobre o impacto ambiental da criação intensiva de salmões no Chile, além de explicar por que consumir essa espécie não é a escolha mais sustentável para a ingestão humana de ômega-3 . Olha só: 

-> Liesbeth van der Meer é Médica Veterinária, mestre em gestão de recursos naturais e sustentabilidade ambiental e Vice-presidente da Oceana Chile, organização internacional de conservação marinha.

-> A Oceana é uma organização dedicada a proteger os ecossistemas que, pelas suas características, são especiais e únicos, e a promover a restauração daqueles que estão em perigo devido à poluição ou à sobrepesca. Por meio do trabalho científico, jurídico e de comunicação, a Oceana promove políticas públicas em benefício dos oceanos que permitem que as gerações futuras continuem usufruindo dos recursos que eles proporcionam.Atualmente, a Oceana possui escritórios nos Estados Unidos, Canadá, União Européia, Filipinas, Brasil, Peru, Belize, México e Chile.

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