Foto: Canva
A ractopamina é um aditivo alimentar beta-agonista utilizado na fase de terminação para aumentar a deposição de carne magra em suínos, com ganhos produtivos em conversão alimentar e rendimento de carcaça. Porém, estudos apontam sérios problemas de bem-estar animal, como aumento da sensibilidade ao estresse pré-abate e mortalidade, além de alterações comportamentais e fisiológicas dos animais.¹
Além do bem-estar animal, a substância pode trazer riscos também para a saúde humana. Existem limites máximos de consumo estabelecidos desde 2012, mas a European Food Safety Authority (EFSA) considerou os dados insuficientes para comprovar a segurança da substância, fazendo com que a União Europeia adotasse uma política de “tolerância zero” à ractopamina. Pesquisas ainda levantam hipóteses de riscos adicionais, como a indução de genes ligados ao crescimento tumoral em humanos.²
Atualmente, mais de 160 países proíbem o uso de ractopamina, incluindo a União Europeia, China, Rússia e Tailândia. No Brasil, a substância é regulamentada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária como aditivo zootécnico para suínos. Assim, devido à tendência global de banimento da ractopamina, desde 2025 o Observatório Suíno pergunta sobre o uso do aditivo para entender como a indústria tem se comportado em relação a esse tópico.
Fontes:
¹ Marchant-Forde JN, et al. The effects of ractopamine on the behavior and physiology of finishing pigs. J Anim Sci. 2003;81(2):416-22.
² Fan FS. Consumption of meat containing ractopamine might enhance tumor growth through induction of asparagine synthetase (ASNS). Eur J Cancer Prev. 2022;31(1):82-9.